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5 lições importantes de Anitta em Harvard

A cantora compartilhou pensamentos e experiências em um evento especial dedicado à discussão de temas pertinentes à realidade brasileira.

Anitta superou as previsões mais céticas e firmou-se como um grande nome da música brasileira da atualidade. Prova disso é sua participação recente no Brazil Conference at Harvard & MIT, evento anual organizado pela comunidade brasileira de estudantes na região de Boston, nos EUA, dedicado a promover importantes discussões sobre temas relevantes à nossa realidade.

O encontro, realizado nos dias 6 e 7 de abril, reuniu nomes como Raquel Dodge, procuradora-geral da República, o apresentador Luciano Huck e o empresário David Neeleman, fundador da companhia aérea Azul, para apontar também soluções inovadoras para o futuro do Brasil. A ação integra acadêmicos de Harvard, uma das mais conceituadas universidades do planeta, e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts.

Em um mercado cada vez mais competitivo e ávido por novidades, Anitta, aos 25 anos, tornou-se um case de sucesso. Com estratégias de marketing mirabolantes e parcerias que vão além das fronteiras brasileiras, a cantora deixou a periferia fluminense para ganhar o mundo.

Bastante elogiada após a sua participação no encontro, Anitta compartilhou alguns pensamentos interessantes, que merecem atenção especial:

‘O funkeiro canta a realidade dele. Se ele vê gente com arma, gente se drogando, se prostituindo, essa é a realidade dele! Para mudar as letras do funk, você tem que mudar a realidade de quem está naquela área.’

1. Educação e família fazem a diferença

Anitta cresceu em Honório Gurgel, bairro da zona norte do Rio de Janeiro. “Educação é o ponto. A partir do momento em que você educa, coloca na cabeça do cidadão o que está nas mãos dele. Tive uma mãe que, por mais que não tenha tido estudo, me ensinou o valor de estudar. Isso dá trabalho, sabe? Explicar à pessoa como ela faz acontecer dá muito mais trabalho do que entregar na mão dela. Ensinar a pescar dá muito mais trabalho do que entregar o peixe”, avaliou.

2. Igualdade de direitos e educação = um Brasil melhor

Defensora da combinação dedicação ao trabalho, estudo e perseverança, a artista acredita que não dá para aguardar um milagre para o país. “É esperar, ter paciência, educar, e pensar num futuro com um Brasil educado, com estudo e uma educação igual para todo mundo. Não é investindo na educação hoje que você vai ver o resultado daqui a quatro anos. A gente não pode ter o político que só está pensando em ser reeleito. Ele tem que fazer a parte dele”, observou.

3. Preconceito ao funk X necessidade de um olhar mais sensível sobre a periferia

Por conta de sua origem e das suas letras, o funk divide opiniões. Anitta buscou explicar o que há por trás das chamadas letras “proibidonas”, que incomodam tanta gente. “Antes de cantar eu nunca tinha ido à zona sul do Rio de Janeiro. É muito difícil você cantar o ‘barquinho vai, a tardinha cai…’ se você nunca viu essas coisas. O funkeiro canta a realidade dele. Se ele vê gente com arma, gente se drogando, se prostituindo, essa é a realidade dele! Para mudar as letras do funk, você tem que mudar a realidade de quem está naquela área”, avaliou.

Em Harvard, Anitta foi apresentada como uma mulher empreendedora à frente do seu tempo
Em Harvard, Anitta foi apresentada como uma mulher empreendedora à frente do seu tempo. Imagem: Reprodução

4. O funk muda realidades

Apesar do ritmo do funk brasileiro ser bastante elogiado em todo planeta, Anitta explicou que, no início da carreira, sofreu muito preconceito e optou por se definir como uma cantora pop. “Na favela, você fica sem oportunidade. O estudante chega na escola pública, principalmente agora com aprovação automática, sai e não tem previsão de futuro. Não estou dizendo que o funk é a salvação da pátria, mas eu conheço inúmeros funkeiros, inclusive que eu ajudei, que antes eram traficantes, se drogavam…”, falou.

5. Perseverança é o segredo do sucesso

Além de opinar sobre as diferenças sociais, política e educação, Anitta falou um pouco sobre sua estratégia para conquistar o mercado internacional, sobretudo de língua espanhola. A artista estudou com muito cuidado a melhor forma de realizar esse trabalho e, inclusive, viaja a diversos países para conhecer tendências e ritmos. “Fui sozinha para a Espanha. Durante uma reunião, os empresários falavam várias balelas das empresas deles. Aí decidi ir para a rua, comecei a pesquisar com o povo. Na balada, pesquisava e perguntava para o DJ”, resumiu.

Com um discurso empoderador, Anitta promete voos ainda maiores. Consciente de que é um modelo para jovens da periferia, crianças e adolescentes, prefere ser honesta em tudo que faz, inclusive ao falar sobre suas cirurgias plásticas, pois assim acredita revelar que ninguém é perfeito. Pre-pa-ra, pois essa história está apenas começando…

Confira uma das parcerias internacionais da cantora: “Sim ou Não”, com o cantor colombiano Maluma

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Cristiano Freitas

Cristiano Luiz Freitas é jornalista, roteirista e produtor cultural com quase 20 anos de experiência em projetos voltados aos públicos infantojuvenil e jovem. Com passagens pela Gazeta do Povo e Grupo RIC, atualmente desenvolve ações em comunicação para o Complexo Pequeno Príncipe. Em seu currículo, constam importantes premiações como o Grande Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo.

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