Paulo Camargo

Desilusão

O que fazer quando uma utopia se estilhaça? Essa pergunta ecoa, incomoda, na insistência deliberada em não mais se discutir…

Para não esquecer Dandara

Sábado de Aleluia. Curitiba amanheceu cinzenta, com cara de poucos amigos. O céu anunciava chuvas. Nenhuma novidade para quem viu…

Arte

Ele sentou diante do quadro e deixou-se transportar para aquela paisagem. Refugiou-se ali, entre as pinceladas, em busca do conforto…

A crônica dilui-se em versos

Desfez-se a prosa em um poema inesperado Insistiu em seguir o rumo da narrativa Mas a crônica dilui-se em versos…

Sem nome

Ele se protege como pode. Reza as preces que aprendeu, mas não se vê religioso. Tem fé. Acredita na força…

Um moinho de vento

Moro em um prédio pequeno, de apenas cinco andares, com dez apartamentos, nem todos ocupados. É uma pequena comunidade de…

Não fala alto, senão eu grito

Não me incomoda quem fala pouco. Tampouco os que têm a conversa solta, espontânea e gostosa. Estes me dão esperança…

“Senhor está no céu!”

Não me lembro ao certo a primeira vez que fui chamado de senhor. Deveria ter um pouco menos de 30…

Alameda da memória

Nossos telefones celulares andam repletos de fotos. Elas ocupam uma parte substancial da memória dos aparelhos, mas, ironicamente, lá ficam…

Um beijo de Gabriela

Há uma frase de Dora, personagem de Fernanda Montenegro em Central do Brasil, de Walter Salles, que até hoje me…
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