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O Festival Estopim começa hoje – o que esperar?

Trazendo alguns dos nomes mais importantes da cena nacional e local, Festival Estopim promete colocar Curitiba em êxtase. Já comprou ou segue na dúvida em ir ou não? Confere aqui o que o público curitibano encontrará no evento.

O Festival Estopim, iniciativa da Arnica Cultural, começa hoje e se estende até domingo. Se já garantiu seu ingresso ou mesmo segue na dúvida se arremata um ou não, confira aqui o que aguardar deste evento independente.

TUYO

O trio curitibano lançou recentemente seu primeiro EP, Pra Doer. Com apresentações sempre marcadas pela intensidade da entrega das irmãs Soares, ex-participantes do reality da Rede Globo The Voice Brasil, não é de se espantar que o trio, completado por Jean Machado, roube a cena durante o Estopim com seu folk repleto de alma.

MULAMBA

Um dos nomes em maior evidência na cena local, a Mulamba colocará Curitiba para ferver. Após passagem pelo Morrostock (Santa Maria/RS) e uma série de três shows em terras paulistas, o sexteto chega a Curitiba trazendo de volta sua música que versa sobre “ser mulher, viver como mulher e entender o mundo sendo uma mulher”, como contou em entrevista Naíra Debértolis, baixista da banda.

Muito aguardado, o primeiro EP da Mulamba tem a promessa de chegar até o público em 2018.

TAGORE

Iniciado em Recife em janeiro de 2010 através da união do vocalista Tagore Suassuna e do multi-instrumentista João Cavalcanti, a Tagore vem ainda no rastro de Pineal (2016), segundo disco do grupo pernambucano (sucessor de Movido a Vapor, de 2014).

Marcada por uma sonoridade que bebe em diferentes fontes psicodélicas, a Tagore também acrescenta nesta sua proposta de “psicodelia à brasileira” essências de brega, experimentalismo e joga num caldeirão dançante e retrô, mas sem perder a veia autoral bem contemporânea e modernista.

CARNE DOCE

Vindo da ensolarada (e sempre quente) Goiânia, a Carne Doce deve apresentar no Festival Estopim as canções de seus dois álbuns, Carne Doce (2014) e Princesa (2016), ambos incluídos em listas de melhores lançamentos de seus respectivos anos de lançamento. Apontado pelo Guia Folha como um dos melhores shows do último ano, o espetáculo da Carne Doce encontra em Salma Jô (vocalista) a essência de uma performance visceral, descolada de todas estéticas musicais que têm representado a capital goiana.

Com características bem diferentes, a apresentação da banda vai da aridez a uma entrega confessional, encontrando uma beleza ímpar nestes extremos. Oportunidade para conferir de perto as canções de um dos melhores discos brasileiros da década.

TROMBONE DE FRUTAS

Donos de um dos melhores discos paranaenses de 2016, a Trombone de Frutas é um de nossos grupos locais mais inventivos. Com uma invejável coleção de texturas conceituais e experimentais, a banda tem como principal característica a fuga da urgência que tentam pregar na música contemporânea.

Se a força de Chanti Alpïsti deve ser evocada na participação dos curitibanos no Espotim, é possível também que o público seja surpreendido pelas experimentações da banda, que nos últimos anos já apresentou espetáculos com as músicas de Vinícius de Moraes, além de ter acompanhado ninguém menos que Jards Macalé, quando em passagem por Curitiba. Imperdível? Sim, muito.

FRANCISCO, EL HOMBRE

Juntamente com a BaianaSystem, a Francisco, el Hombre é, hoje, a maior banda brasileira em atividade. Se com a faixa “Triste, Louca ou Má” presente na trilha de O Outro Lado do Paraíso a banda ganhou o grande público, o EP La Pachanga e o LP SOLTASBRUXA garantiram o elogio de toda crítica especializada. Da festa latina proposta em La Pachanga, a banda guinou a uma obra inteligente, contestadora e provocativa em seu mais recente álbum.

Apesar de uma roupagem mais densa, a Francisco, el Hombre segue fazendo uma festa universal no palco, proporcionando shows que culminam em uma catarse coletiva, revelando a capacidade do grupo em concatenar suas ideias de conexão entre arte e realidade de modo pungente e plural. Indicados ao Grammy Latino deste ano, a banda encerra na cidade a turnê “Eita, Fudeu!”. Certamente irão incendiar Curitiba.

SERVIÇO | Festival Estopim

Quando: 15, 16 e 17 de dezembro;
Onde: Hermes Bar | R. Eng. Rebouças, 1645 – Rebouças;
Quanto: painéis gratuitos | shows a R$ 35 por dia ou R$ 60 o passaporte, pela plataforma Sympla.

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Alejandro Mercado

Alejandro Mercado é jornalista e publicitário, com pós-graduações em Comunicação e Sociedade e Multimeios. Foi coordenador adjunto da Coordenadoria Setorial de Comunicação da Secretaria de Cultura de Campinas entre 2005 e 2007, período no qual coproduziu o Unifest Rock, maior festival universitário de música da América Latina. Foi um dos idealizadores e coprodutor do Mopemuca, projeto voltado ao fomento da produção musical autoral no interior de São Paulo.

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