Em Cena

High tech cênico

Coluna debate a contribuição midiática no processo de criação cênica e seus desdobramentos para futuras produções.

A integração de diferentes linguagens artísticas busca uma significação única; nascem informações em cada ponto, que nos levam a novos processos de aprendizagem. Vivenciamos acontecimentos da geografia a qual estamos inseridos, somos homens-uno de uma totalidade, composição de conhecimentos que crescem com novas coordenadas. Construímos registro da essência que invade nossos poros, transpiramos com o ar que nos cerca. Somos levados pela web e deixamos rastros de nossa concepção de indivíduo.

No teatro, percebemos essa mudanças em nuances de segundos. Abandonamos uma energia já conectada a outra, modificando a percepção, a sensibilidade e o não-lugar que criamos; jogamos com o corpo, mas no sentido presente. Quando a obra teatral passar a ser virtualizada, a essência vira memória, registro midiático de um acontecimento que já passou. A encenação teatral digital implica processos de um acontecimento que vai registrando uma tomada de ideias para o conjunto de pensamentos que se transfiguram com a cena vista virtualmente.

A encenação teatral digital implica processos de um acontecimento que vai registrando uma tomada de ideias para o conjunto de pensamentos que se transfiguram com a cena vista virtualmente.

Essas pequenas cenas virtuais vão deixando referências para outro processo de criação. Tudo vai passar, acabar, mas o registro ficará. É como a desconstrução de um personagem para outro que deixa o atuante atento para as mudanças que aparecem, procurando adaptar a cena efêmera que surge em processos criativos, buscando um novo olhar para o espetáculo.

A arte teatral é uma apresentação única, por mais que se apresente o mesmo outra vez. O suporte midiático ajuda no registro desse acontecimento, é a ponte para outra observação e criação. Temos que ver o amanhã com os olhares deixados pelos rastros hipermidiáticos, visualizar a camada que nos cerca, concretizar os sentidos de um novo olhar que surge em cada ponto criativo. Conectar-nos nessa rede rizomática de saberes, juntar os conhecimentos, multiplicar o formato. Temos que nos adaptar ao novo e revolucionar nossas produções, o que vivenciamos durante a descoberta de saberes que surgem do agora.

link para a página do facebook do portal de jornalismo cultural a escotilha

Tags

Bernard Freire

Bernard Freire nasceu em Belém (PA), em 1987. É mestrando em Artes pelo Programa de Pós Graduação em Artes da UFPA, e é formado em Teatro e no Curso Técnico em Ator pela Escola de Teatro e Dança da Universidade Federal do Pará. Possui experiência nas áreas de webjornalismo e arte mídia.

Artigos Relacionados

Deixe uma resposta

Close